Moçambique e a Etiópia iniciaram uma nova etapa da cooperação bilateral, com o arranque, da visita oficial do Presidente da República, Daniel Chapo, àquele país.

Após a sua chegada a Adis Abeba, o Presidente Chapo iniciou uma agenda que inclui uma visita ao Museu da Ciência e, ao princípio da noite desta segunda-feira, um encontro tête-à-tête e conversações oficiais com o Primeiro-Ministro etíope, Abiy Ahmed Ali, durante as quais deverá igualmente testemunhar a assinatura de vários instrumentos jurídicos de cooperação.

A ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria Manuela dos Santos Lucas, disse a jornalistas, em Adis Abeba, que há muitos anos não se realizava uma visita oficial, nem de trabalho, à República Federal Democrática da Etiópia.

Segundo a ministra, os contactos entre os dois países vinham ocorrendo, sobretudo, no âmbito das cimeiras da União Africana.

“Há muitos anos que não se faziam visitas a República Federal e Democrática da Etiópia. Normalmente, as visitas eram feitas no âmbito das cimeiras da União africana. Por isso, esta é uma visita especial e histórica”, afirmou a ministra.

Falando à imprensa, Maria Lucas explicou que a visita resulta de um encontro realizado em Fevereiro último, durante a cimeira da União Africana, e reflecte igualmente o interesse de Moçambique em colher experiências em áreas como migração ilegal, agricultura e segurança pública.

No quadro da visita, o Presidente da República tem igualmente agendado um encontro com representantes de 22 grandes empresas etíopes, entre as quais a Ethiopian Airlines, Ethiopian Telecom e instituições do sector financeiro, além de uma deslocação a um complexo local de defesa.

A agenda inclui ainda visitas a um parque industrial e a um Centro de Inteligência Artificial.

Ainda esta segunda-feira, o estadista moçambicano visitou e depositou uma coroa de flores no Monumento Memorial da Vitória de Adwa, que simboliza a batalha decisiva da Primeira Guerra Ítalo-Etíope, na qual as tropas etíopes lideradas pelo imperador Menelik II derrotaram o exército colonial italiano, tornando a Etiópia a única nação africana a evitar a colonização europeia durante a partilha de África. (AIM)