O Presidente da República, Daniel Chapo, defende que os corredores de transporte de Moçambique devem evoluir de simples vias de circulação de mercadorias para centros de produção, industrialização e criação de emprego, de modo a dinamizar a economia nacional e regional.

“Não queremos corredores que sejam apenas caminhos de passagem de mercadorias. Queremos corredores que sejam espaços de produção, industrialização, emprego e criação de riqueza para o povo moçambicano e o povo da região da África Austral”, afirmou em Maputo, na abertura do primeiro Fórum e Exposição de Investimento em Transportes e Logística de Moçambique (TRANS-LOG MOZ 2026).

Na perspectiva do Chefe do Estado, a modernização das infra-estruturas de transporte deve ser acompanhada pela instalação de actividades económicas ao longo dos corredores, permitindo que estes desempenhem um papel mais abrangente no desenvolvimento do país e da região.

Para o efeito, apontou a necessidade de atrair indústrias, centros logísticos, áreas agro-pecuárias, unidades de transformação agrícola, empresas de serviços e parques industriais, criando condições para aproveitar as oportunidades económicas associadas aos principais eixos de transporte.

Chapo considera que o desempenho dos corredores não deve ser avaliado apenas pelo volume de mercadorias movimentadas nos portos ou pela extensão das estradas e linhas férreas construídas, mas sobretudo pela riqueza, emprego e oportunidades que geram para as comunidades ao longo do seu percurso.

“Será medido, sobretudo, pela riqueza que gera, emprego que cria e pelas oportunidades que oferecem às comunidades locais ao longo do seu percurso”, afirmou.

O Presidente apontou igualmente a necessidade de garantir que os agricultores consigam escoar a sua produção, que as indústrias nacionais e regionais exportem em condições competitivas e que as pequenas e médias empresas encontrem novas oportunidades de crescimento.

Como parte desta estratégia, destacou os projectos de investimento superiores a dois mil milhões de dólares norte-americanos no corredor de Maputo, mais de mil milhões de dólares no corredor da Beira e cerca de 4,5 mil milhões de dólares em investimentos ferroviários e portuários no corredor de Nacala.

O estadista defendeu ainda a redução dos custos de produção, industrialização e transporte na região, considerando que estes factores são determinantes para aumentar a competitividade dos produtos nos mercados internacionais.

“Tem que ser mais barato produzir na região, mais barato industrializar na região, mais barato transportar na região, para o continente e para o mundo”, declarou.

Acrescentou que a transformação dos corredores em plataformas económicas exige instituições eficientes, simplificação de procedimentos e digitalização dos serviços, de modo a evitar que a burocracia e a corrupção anulem os ganhos proporcionados pela modernização das infra-estruturas.

O primeiro TRANS-LOG MOZ 2026 decorre nos dias 04 e 05 de Novembro, no Centro de Conferências Joaquim Chissano, em Maputo, sob o lema “Da Costa aos Corredores: Investir em Moçambique como uma Porta Regional de Comércio e Centro de Trânsito”. A iniciativa é promovida pelo Ministério dos Transportes e Logística. (AIM)