O Presidente da República, Daniel Chapo, exigiu aos novos dirigentes dos sectores da Educação, Cultura e Ensino Superior uma gestão orientada para resultados concretos, defendendo a melhoria da qualidade do ensino, a valorização dos professores e o reforço da investigação científica como prioridades para o desenvolvimento de Moçambique.

Falando durante a cerimónia de tomada de posse dos novos dirigentes, o Chefe do Estado afirmou que a nomeação representa o reforço do compromisso do Governo com uma governação responsável, exigente e centrada na melhoria das condições de vida dos moçambicanos.

Daniel Chapo recordou que, em Dezembro de 2025, o Governo instituiu os Contratos de Programa, estabelecendo objectivos, metas, indicadores e prazos para a avaliação do desempenho dos dirigentes públicos. Segundo explicou, os instrumentos não devem ser tratados como documentos meramente administrativos, mas sim como compromissos assumidos perante o povo moçambicano.

O Presidente da República sublinhou que a confiança atribuída aos dirigentes deve ser acompanhada por resultados verificáveis, acrescentando que o mérito será reconhecido, o bom desempenho valorizado e as insuficiências corrigidas.

Na ocasião, agradeceu às dirigentes cessantes do sector da Educação e Cultura pelo trabalho desenvolvido, destacando os esforços empreendidos na expansão do acesso à educação, na melhoria das infra-estruturas escolares e na disponibilização de livros e materiais de ensino.

Valorização dos professores e qualidade do ensino

Ao novo ministro da Educação e Cultura,  Daniel Chapo recomendou o reforço do diálogo com os professores, a melhoria das condições de trabalho e a regularização dos pagamentos pendentes, incluindo os relativos às horas extraordinárias.

O Chefe do Estado considerou os professores fundamentais para o funcionamento do sistema educativo e defendeu que as preocupações da classe devem ser tratadas com atenção, respeito e responsabilidade, sem que o diálogo se limite aos momentos de crise.

Na área da aprendizagem, o Presidente da República apelou à adopção de medidas que garantam escolas em funcionamento, professores preparados e alunos capazes de desenvolver competências básicas de leitura, escrita, cálculo e raciocínio.

Chapo apontou igualmente a necessidade de combater o abandono escolar, reduzir as desigualdades entre as zonas urbanas e rurais e assegurar que nenhuma criança fique excluída do sistema de ensino.

O dirigente defendeu ainda uma maior ligação entre o ensino técnico-profissional e as necessidades da economia nacional, sustentando que o país precisa de formar jovens com competências práticas para trabalhar, empreender, produzir e contribuir para o desenvolvimento.

No domínio da cultura, destacou a importância da valorização da diversidade cultural moçambicana, das línguas nacionais, das expressões artísticas e do património histórico, defendendo o reforço do papel das instituições responsáveis pela investigação e preservação da memória sociocultural do país.

Ensino superior e investigação científica

Ao abordar o ensino superior, Daniel Chapo defendeu a transformação das universidades em instituições capazes de produzir soluções para os problemas da sociedade, em vez de se limitarem à transmissão de conhecimentos.

O Presidente da República considerou prioritário melhorar a governação das instituições de ensino superior, reforçar a qualidade da formação e promover a investigação científica, bem como a ligação entre as universidades e o sector produtivo.

Chapo afirmou que a expansão do acesso ao ensino superior deve ser acompanhada pela exigência académica, pela credibilidade das qualificações e pela preparação efectiva dos jovens para os desafios do desenvolvimento nacional.

O Chefe do Estado defendeu também que as universidades devem preparar os estudantes não apenas para procurar emprego, mas igualmente para criar empresas, desenvolver tecnologias e produzir riqueza.

Neste contexto, destacou a importância de aproximar a investigação científica das necessidades concretas do país, através de soluções aplicáveis aos sectores da agricultura, indústria, saúde e educação, bem como às comunidades locais.

Segundo Daniel Chapo, o conhecimento, a ciência, a tecnologia e a inovação devem contribuir para a transformação da economia moçambicana, com vista ao reforço da capacidade produtiva e à conquista da independência económica.

Governação próxima das comunidades

O Presidente da República apelou ainda a uma gestão mais eficiente, transparente e próxima das comunidades, defendendo o acompanhamento permanente das escolas e o diálogo com professores, alunos e encarregados de educação.

Na sua intervenção, Chapo reafirmou que a melhoria da educação é uma responsabilidade partilhada entre o Estado, as escolas, as famílias e a sociedade, apelando aos estudantes para que continuem a investir na sua formação.

Aos novos dirigentes, o Chefe do Estado pediu humildade para ouvir, coragem para decidir, disciplina para executar e determinação para produzir resultados, sublinhando que cada dia de trabalho deve representar um passo concreto na resolução dos problemas dos cidadãos.

Daniel Chapo concluiu que a educação construída no presente determinará o futuro do país, defendendo que a educação, a cultura, a ciência, a tecnologia e a formação técnico-profissional devem constituir pilares fundamentais da independência económica de Moçambique.