O Chefe de Estado moçambicano, Daniel Chapo, acreditou em Maputo, sete novos chefes de missões diplomáticas que se comprometem a revitalizar a cooperação económica e consolidar parcerias em sectores estratégicos para o desenvolvimento.
Trata-se de Sidemhamed Ahmed, Embaixador da República Árabe Saharaui; Mahfuzul Haque, Embaixador do Bangladesh; Júlio César Freire de Morais, Embaixador de Cabo Verde; e José Javier Augusto Shaw, Embaixador do Peru.
A lista inclui ainda Sara Valdes Bolano, Embaixadora do México; Ntsime Victor Jafeta, Alto-Comissário do Lesotho; e Leo Vinovezky, Embaixador de Israel.
Falando à imprensa, minutos após o fim do evento, a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Manuela Lucas, afirmou que, o Presidente Daniel Chapo incentivou os novos embaixadores a promover e dinamizar cada vez mais as relações entre Moçambique e os seus Estados, com vista ao estabelecimento de uma cooperação económica mais profícua.
Com o Lesotho, segundo Manuela Lucas, as partes realçaram a importância das consultas bilaterais a todos os níveis, como mecanismo vital para explorar oportunidades e identificar novas áreas de cooperação.
“Como todos nós sabemos, o Reino de Lesotho tinha tropas no Missão Militar da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral em Moçambique (SAMIM) para apoiar no combate contra o terrorismo em [na província nortenha de] Cabo Delgado”, disse.
Chapo reiterou a gratidão de Moçambique ao Lesotho por ter integrado os esforços regionais no combate ao terrorismo e apontou potencialidades na área dos recursos hídricos.
“Sua Excelência o Presidente [da República] viu esta área como um potencial para nós podermos colaborar; mas também o Lesotho sabe e tem a certeza que Moçambique poderá lhes apoiar na área de energia, sobretudo a electricidade”, afirmou.
Relativamente a Cabo Verde, Manuela Lucas destacou as boas relações existentes entre os dois países no domínio político-diplomático e económico.
“Cabo Verde convidou Sua Excelência o Presidente da República para visitar Cabo Verde; mas sabemos também que o Presidente do Cabo Verde está por vir para visitar Moçambique, devia ter vindo no ano passado.
Cabo Verde tem potencialidades na área do turismo, “que nós temos muito o que aprender”, disse.
Com a República Árabe-Saharaui, o estadista moçambicano referiu-se ao carácter histórico das relações de amizade, solidariedade e cooperação.
“Moçambique foi um dos primeiros países que reconheceu a República Árabe-Saharauí”, vincou.
Em relação a Israel, foram abordadas áreas de cooperação económica, comercial e tecnológica.
“Aqui, como nós sabemos, Israel é muito bom em relação à gestão da água”, disse, acrescentando que Moçambique poderá encetar uma cooperação mais profícua com Israel na área tecnológica.
Quanto ao Bangladesh, Manuela Lucas referiu que Daniel Chapo mencionou o gesto solidário recentemente praticado por aquele país asiático.
“Eles estiveram cá para fazer a entrega do seu apoio em relação às cheias que estamos a enfrentar aqui em Moçambique. Mas também eles são muito bons na área de gestão de desastres naturais porque são vítimas desses desastres naturais e são muito bons nessa área”.
Além da indústria têxtil, agricultura e pesca, Moçambique pode cooperar com Bangladesh no sector de micro-finanças.
Num outro desenvolvimento, na próxima sexta-feira (20), Moçambique e Peru completam 40 anos de estabelecimento das relações diplomáticas, perspectivando cooperação nas áreas de mineração, pescas e agricultura.
“Podemos explorar, sobretudo no âmbito da cooperação triangular, e no âmbito da cooperação Sul-Sul”.
Com o México, Daniel Chapo apontou áreas como turismo, agricultura, educação, bem como engenharias, mecânica, química e tecnologias de informação e comunicação.
Segundo a ministra, são “áreas que nós podemos trabalhar; mas também com o sector privado mexicano”. (AIM)