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PR apela ao ajustamento do funcionamento da PRM

PR apela ao ajustamento do funcionamento da PRM

O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, apelou à Polícia da República de Moçambique (PRM), para ajustar continuamente a organização e funcionamento da corporação de modo a dar resposta às dinâmicas e exigências do desenvolvimento da sociedade.

Segundo o Chefe do Estado moçambicano, que falava em Maputo, na abertura do XXVIII Conselho Coordenador do Ministério do Interior (MINT), as novas formas de criminalidade aumentam a pressão sobre os serviços de investigação criminal, o que impõe a melhoria da capacidade de interpretação dos fenómenos, aprimoramento das técnicas de investigação criminal e investimento em tecnologias modernas.

“O vosso profissionalismo, que ninguém vai conseguir desvalorizar ou apagar, garantiu que os moçambicanos exercessem livremente o seu direito de voto, elegendo os seus representantes nas 53 autarquias, num clima de civismo, cidadania e respeito mútuo”, disse o Presidente da República.

Na perspectiva do Presidente Nyusi, o país vive um momento particular em que se enfrentam desafios que colocam à prova a capacidade de resiliência e auto-superação.

Esses desafios, segundo o Chefe do Estado, resultam, por um lado, da actual conjuntura política e financeira que impedem que alguns planos previamente traçados sejam cumpridos. Por outro lado, provém da sofisticação dos fenómenos criminais, cuja dinâmica nem sempre é acompanhada pela adopção de medidas que permitam preveni-los e ou combatê-los com a devida eficiência e eficácia.

“Este cenário deve encorajar-vos a redobrar o nível de organização interna, de modo que cada um dos integrantes da equipa conheça o seu papel e saiba como agir no cumprimento do seu dever para que os resultados produzidos sejam positivos”, sublinhou o Chefe do Estado moçambicano.

Para o Presidente Nyusi, o presente Conselho Coordenador deve ser encarado como uma oportunidade sublime para, em conjunto, e de forma franca e profunda, procederem a radiografia do país bem assim como promoverem acções adequadas para superar os desafios do presente e do futuro.

Sabe-se, entretanto, que o Ministério do Interior é o órgão do Governo com a responsabilidade de zelar pela garantia da ordem social, prevenção da actividade criminal a nível interno, repressão de todas as actividades criminosas que ameacem a ordem e tranquilidade na comunidade, controle do movimento migratório e manutenção de segurança pública.

Neste âmbito, de acordo com o estadista moçambicano, "Precisamos de saber com propriedade, como se garante a ordem social, como se faz a prevenção de actos criminosos no nosso solo pátrio e o que significa reprimir o crime que coloque em risco a ordem e a tranquilidade comunitária, bem como o que precisamos para manter efectivamente a segurança pública".

Para o efeito, tal passa por conhecer profundamente as ameaças e os desafios que cada uma dessas áreas enfrenta hoje e, por antecipar, sempre que possível, o que o futuro pode trazer. Cada área deve identificar as suas ameaças para poder encará-las.

"A entrada de estrangeiros no país, o aumento da população, a evolução tecnológica, os incêndios, os desastres naturais impõem-nos novos desafios e com eles surge a necessidade de uma permanente aposta na melhoria da nossa capacidade de resposta, onde sobreleva a formação e capacitação colectiva e individual", referiu o Presidente.

No seu discurso o Presidente da República defendeu a necessidade de combate à corrupção nas fileiras da Polícia e nos serviços de Migração, assim como a necessidade de o Conselho Coordenador dedicar especial atenção os acidentes de viação, principalmente na quadra festiva que se aproxima.

(PR)