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Índia garante mercado para feijão bóer nacional

Índia garante mercado para feijão bóer nacional

Moçambique vai exportar 300 mil toneladas de feijão bóer para a Índia, no âmbito de um acordo existente entre os dois países.

O dado foi avançado no âmbito da visita do ministro de Estado das Relações Exteriores indiano, V. K. Singh, que ontem foi recebido, em momentos separados, pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, e pelo ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, José Pacheco.

Um acordo existente entre Moçambique e Índia prevê que o nosso país exporte para esta nação asiática até 500 mil toneladas.

Falando no fim do encontro com o seu homólogo indiano, José Pacheco explicou que Moçambique observou a meta de 200 toneladas, prevista para o ano passado, sendo que o único fenómeno que ocorreu é de os camponeses terem produzido mais do que a quota reservada para o país.

De acordo com Pacheco, o Executivo está ainda a trabalhar para ver as formas de continuar a exportar mais feijão bóer, garantindo que do lado indiano não haja redução das quantidades acordadas com Moçambique. Entretanto, Pacheco não se referiu ao horizonte temporal para a exportação das remanescentes 300 mil toneladas.

Por sua vez, o chefe da diplomacia indiana explicou que o preço do feijão no seu país subiu e a maioria das pessoas passou a produzi-lo, gerando-se excedentes.

A superprodução deste feijão na Índia levou a que os camponeses nacionais somassem enormes prejuízos no ano passado, facto que provocou indignação dos produtores que apostaram nesta cultura, incentivados pelo Governo indiano.

V. K. Singh chegou domingo a Maputo para uma visita durante a qual passará em revista os projectos de cooperação implementados pelo seu país em Moçambique.

Na audiência concedida pelo Presidente da República, o diplomata indiano manifestou a intenção do seu país de ajudar no reforço da capacidade institucional de Moçambique, através da especialização de quadros nacionais em diferentes áreas, como energia, recursos minerais, naturais e infra-estruturas.

A propósito do assunto, José Pacheco afirmou que o arranque da formação dos técnicos moçambicanos está apenas refém de enquadramento do cronograma dos indianos.

“Eles (os indianos) privilegiam a formação de formadores para que possam replicar os seus conhecimentos a outros moçambicanos em território nacional, de modo a melhorarmos a nossa capacidade institucional nestas áreas”, disse José Pacheco.

Na audiência concedida pelo Presidente Nyusi, foram também avaliadas questões relacionadas com o diálogo político para o restabelecimento da paz efectiva no país e a situação económica que obrigou Moçambique a ter de financiar o seu próprio orçamento em tão curto espaço de tempo.

O diplomata indiano convidou o Chefe do Estado moçambicano a participar na cimeira da Aliança Solar Internacional, a ter lugar a 11 de Março.